
O comércio de Arapiraca, segunda maior cidade de Alagoas, com 235 mil habitantes, fecha o ano de 2016 no vermelho, apesar das promoções nas principais datas do estado e do país, como Dia dos Pais e das Mães, Black Friday, Carnaval, Festas Juninas, Natal e Ano Novo. Não há estimativas oficiais das perdas, que são volumosas. Os comerciantes, no entanto, esperam começar a se recuperar a partir de 2017 com as novas medidas econômicas e reformas a serem propostas pelo Governo Federal com aprovação do Congresso.
Os lojistas trabalham há dois anos sem escapar dos prejuízos que, como acontece em toda a nação (ou quase toda), atingem a todos em razão das dificuldades políticas e econômicas do momento crítico da vida nacional. "O comércio está literalmente quebrado, não pode suportar mais tempo." É a sentença.
No Black Friday de sexta-feira (25), por exemplo, os lojistas operaram também no vermelho, com prejuízos de 30% ou mais em várias atividades, de acordo com alguns comerciantes. As lojas tiveram perdas nas vendas de refrigeradores,telecomunicações (TVs, telefones e outros), além de importados e produtos usados nas festas de Ano Novo. Houve estabelecimento, no entanto, que teve uma movimentação comercial 50% acima dos negócios do ano passado, segundo informaram pessoas que preferiram o anonimato.
Outro problema que pode ser constatado em Arapiraca, devido a grave crise econômica, observado pela clientela, diz respeito ao desaparecimento das lojas A Insinuante e Eletro-Shopping que mantinham grande preferência popular e oficializaram uma fusão com o grupo Ricardo Eletro, de Minas Gerais, desde alguns dias. Em consequência disso, a Ricardo Eletro ocupou as lojas das suas novas filiadas e passou a dispor de quatro estabelecimentos no comércio da cidade.
Os funcionários da nova empresa dizem que isso não alterou a sua rotina de trabalho, e continuam vendendo dentro das suas previsões.
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