ADMIRADORES E PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO COMPARECERAM AO ENTERRO DE JOSÉ CARMO DE SÁ

Bandeira do ASA homenageia o comunicador

Elma Sá, 96 anos...emocionada
...e Tereza Sá, 94 anos, irmãs de J. de Sá




José de Sá
Admiradores do radialista, teatrólogo e artista plástico, José Carmo de Sá, representantes dos órgãos de comunicação social de Arapiraca e de Alagoas se despediram na manhã de hoje do profissional falecido ontem (24/04) vítima de câncer de próstata aos 84 anos. Zé de Sá, como era mais conhecido, foi sepultado às 10h40min. no Cemitério Pio XII, no bairro Baixa Grande. Apesar do calor de 32ºC de começo do outono, o público não se impacientou e rezou pela felicidade da alma do artista arapiraquense que deixou sua marca registrada na enorme folha de serviço prestada à cultura regional, tanto como radialista, quanto no desempenho de diversas atividades da arte cênica - estudo, montagem de peças e apresentações como o "Ato  da Compadecida", "Paixão de Cristo" e outras. Ele se consagrou também como artista plástico, tendo lançado mais de 60 mil  quadros em seus 50 anos de trabalho, cujas obras foram  exibidas para o público em exposições de Arapiraca e Maceió. Cidadão Honorário de Arapiraca, em 2011, homenagem que lhe foi conferida pela Câmara Municipal, Sá trabalhou por mais de vinte anos na Rádio Novo Nordeste AM, mantendo um  público fiel com o seu conhecido  programa "Nos Braços da Saudade", apresentado a partir das 22h30min. Há alguns anos aposentado, o profissional não abandonou o rádio, passando a dividir seu tempo entre Arapiraca e Maceió. Nas horas vagas trabalhava em seu estúdio de gravações na rua Estudante José de Oliveira Leite, no centro, gravando o seu programa de rádio para ganhar tempo. Embora levando uma vida tranquila, sem imaginar que o pior estava por vir, José Carmo de Sá foi acometido inesperadamente da doença de próstata, há poucos meses, iniciando o tratamento no Hospital Regional de Arapiraca, vindo a falecer no Hospital Afra Barbosa, para o qual foi encaminhado em razão da gravidade do seu  estado de saúde. Em suas homenagens ao falecido, as pessoas aplaudiram José de Sá, enaltecendo suas qualidades como um "artista iluminado, respeitado profissional de excepcionais qualidades".
O enterro do radialista recebeu cobertura jornalística das principais emissoras de rádio da cidade, da TV Alagoas (SBT), sites de notícia e das redes sociais. Os radialistas Nelson Filho, José Rocha, Jânio Oliveira (Rádio Novo Nordeste - AM), Alves Correia (Gazeta-FM) e outros, além de donos de portais locais e estaduais, blogs e jornalistas se fizeram presentes, com seus respectivos fotógrafos. Compareceram também os advogados Reginaldo José da Silva e Maristela Rodrigues Cavalcante, ex-deputado Dumuriez Leão, engenheiro Severino Aristides, José de Macedo Ferreira, membro do diretório do PMDB, Prof. José Nascimento, ex-técnico do ASA, Prof. José Bento, além de outras autoridades.

Alves Correia e Nelson Filho: depoimentos históricos    
Radialista José Rocha: homenagem a J.Sá    



A LÍNGUA PORTUGUESA

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Olavo Bilac, poeta parnasiano (1865 - 1918). Autor de Alma Inquieta, Tarde e outras obras.

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que na ganga
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem  brilho!

Certas composições poéticas têm forma fixa, isto é, exigem número certo de versos e de estrofes, com  disposição também certa. Tais como: o soneto, a balada, o vilancete, o triolé, rondó, o pantum e a terzarima. Delas só o soneto é usado  modernamente.
Esta bela poesia - A Língua Portuguesa - é um dos mais perfeitos sonetos brasileiros. É antiquíssima essa forma poética: foi inventada no século XII pelo trovador siciliano, Giácomo da Lentine. Mas os poetas italianos - Dante e principalmente Petrarca - é que o celebrizaram em todo o mundo. Introduziu-o em Portugal o poeta Sá de Miranda. Os maiores sonetistas portugueses foram: Luís de Camões, Bocage e Antero de Quental.
No Brasil tem tido muitos exímios cultores, entre os quais: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Luís Delfino, Vicente de Carvalho.
Compõe-se o soneto de catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. O último verso chama-se chave de ouro (Rocha Lima).

PS. Clangor: som rijo e estridente. 
Ganga: tecido forte azul ou amarelo.
Tuba: instrumento metálico de sopro.
Flor do Lácio: expressão usada para designar a língua portuguesa. Lácio é uma região italiana.



ALEGRIA DA PÁSCOA

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Cristo ressuscitou dos mortos, levantai-vos também! Cristo que dormia desperta, acordai-vos também! Cristo sai do túmulo, libertai-vos das correntes do pecado! Pelo Cristo vos tornaste criatura nova: renovai-vos! É a Páscoa do Senhor, é o tempo da Ressurreição, é o começo da verdadeira Vida... Ontem preso à cruz com o Cristo, hoje sou glorificado com Ele. Ontem morrendo com Ele, hoje com Ele volto à vida. Ontem sepultado com Ele, hoje com Ele ressuscito. Cristo que ressuscitou dos mortos me renova também em espírito e me reveste do Homem Novo!
   
                      
São Gregório de Nazianzeno

FIÉIS CATÓLICOS LOTARAM IGREJAS DE ARAPIRACA NO DIA DA PAIXÃO DE CRISTO


A população católica de Arapiraca atendeu o chamado da Igreja e compareceu em massa às celebrações da Sexta-Feira Santa (14/04) nas oito paróquias e inúmeras capelas da cidade e zona rural do município. Na Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, no Centro, padre Antenor Montenegro presidiu as solenidades litúrgicas que contaram com o fiel apoio da comunidade em todos os momentos, inclusive na procissão do Encontro, na quarta-feira, a Missa do Lava Pés, ontem (13) e todas as celebrações desta sexta-feira. No bairro Eldorado, padre Eugênio Alexandre de Souza, pároco da igreja do Santíssimo Redentor, auxiliado pelo padre Domingos, assumiu a coordenação das atividades da Semana Santa na Matriz do bairro e todas as capelas da sua jurisdição. As celebrações da Paixão do Senhor se iniciaram às 15 horas de hoje (14), conforme o calendário da Igreja, com os ritos iniciais nos quais a oração fala: "Ó Deus, foi por nós que o Cristo, Vosso Filho, derramando o Seu Sangue, instituiu o mistério da Páscoa". As leituras das cartas dos profetas e os Evangelhos, Adoração do Cristo na Cruz, Comunhão e procissão do Senhor Morto, no fim da tarde, foram os  acontecimentos principais da Sexta-feira da Paixão. O tríduo Pascal se encerra no Domingo, com a Missa da Ressurreição e início da Páscoa. Milhares de pessoas participam das homenagens da Paixão do Senhor no município de Arapiraca. Nas solenidades desta sexta-feira, a igreja e os fiéis rezaram pelos catecúmenos (pessoas que vão ser batizadas), unidade dos cristãos, pelos judeus, por aqueles que não creem em Deus, pelos poderes públicos e por todos os que sofrem provações, pelo Papa e pela Santa Igreja. Antes dessas orações, a celebração mais contundente narrou os detalhes dos sofrimentos de Jesus Cristo até a sua morte em cruz, após ter sido torturado e crucificado por ordem de Pôncio Pilatos, e pressionado pelos sumos sacerdotes do templo de Jerusalém, Anás e Caifás. (Cf. Jo 18,1-19,42)

Início da Celebração na Matriz do Santíssimo Redentor
Momento solene do beijo na Cruz
Procissão do Senhor Morto ao redor da Igreja





PAIXÃO DO SENHOR. POR QUE?

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A celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, é um momento importante do Tríduo Pascal. Afinal, é desta hora que Jesus diz: "Foi para passar por essa hora que eu vim"! (Jo 12,27). À luz da Palavra de Deus, entendemos que a Paixão de Jesus, assumida com  plena liberdade, realiza a obra de redenção (resgate) da humanidade. Ela tem um valor sacrifical, onde Jesus não é apenas a vítima inocente, mas também o Sacerdote. Sua morte não é desgraça, derrota ou tragédia, mas glorificação, onde a Cruz torna-se altar e trono de glória. Ao celebrar a Paixão do Senhor, a Igreja renova e atualiza o mistério de Amor de Deus que enviou seu Filho ao mundo para que fôssemos salvos por Ele.

              
Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM

ENCENAÇÃO DA PAIXÃO DE CRISTO PELO BRASIL

As apresentações da Paixão de Cristo todos os anos atraem milhares de espectadores. Encenada em diversas cidades do Brasil, simula os últimos momentos antes da crucificação e os primeiros após a ressurreição do Senhor.
Todos os anos as produções acontecem durante a Semana Santa, que antecede a Páscoa, e são uma forte tradição no Brasil. A mais famosa é a que acontece na cidade cenográfica de Nova Jerusalém (há 50 anos), próxima ao município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. As maiores produções mobilizam centenas de atores, figurantes e voluntários que produzem verdadeiros espetáculos. Algumas cidades produzem as maiores encenações da Paixão de Cristo para quem deseja celebrar a data em destinos diferentes. Confira!
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Nova Jerusalém – Pernambuco
É a maior e mais famosa representação do país. É realizada desde 1968 e já atraiu mais de três milhões de espectadores. Uma cidade cenográfica, simulando a Jerusalém da época de Jesus, foi construída especialmente para o espetáculo. Nos últimos anos, cenários sofisticados, efeitos especiais e a presença de atores populares contribuíram para aumentar a visibilidade do espetáculo.
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Piracicaba – São Paulo
Às margens do Rio Piracicaba e com uma hora e meia de produção, a peça também é uma das mais prestigiadas. Cerca de 12 palcos são montados no antigo Engenho Central para proporcionar o emocionante espetáculo que já acontece há 25 anos na cidade.
João Pessoa – Paraíba
Em João Pessoa a peça também é gratuita e acontece na praça pública do Geisel. É uma das representações mais diferentes, já que não obedece à ordem cronológica dos fatos e  segue o fluxo de pensamento de Jesus segundos antes de sua morte. Elementos circenses como camas elásticas e trapézios dão um tom contemporâneo ao espetáculo. 
Barueri – São Paulo
Em Barueri a entrada também é gratuita, mas os ingressos devem ser retirados antecipadamente no Teatro Municipal. Interação com o público e artes circenses são marcas da Paixão de Cristo em Barueri.  
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Salvador – Bahia
A peça faz parte do Festival Artes do Sagrado, que possui uma programação com diversas atividades gratuitas como exposições, corais e feiras de artesanato. A encenação será no Farol da Barra.
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Santana de Parnaíba – São Paulo
Efeitos de computação gráfica, grandes cenários e um numeroso elenco fazem com que a apresentação de duas horas e meia seja uma das maiores do país. A peça acontece às margens do Rio Tietê e a entrada é franca.
Maringá – Paraná
É a maior apresentação cultural da cidade. Gratuita para todo o público, a Paixão de Cristo em Maringá acontece desde 2004 e é ao ar livre, em frente à catedral da cidade. Cerca de 30.000 pessoas já assistiram à encenação. 
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Aracaju – Sergipe
Os espetáculos são normalmente apresentados no  Parque da Cidade, na Zona Norte. Grandes cenários e figurinos sofisticados encantam o público que prestigia a peça. A Paixão de Cristo é apresentada em Aracaju há mais de vinte anos.
São João Nepomuceno – Minas Gerais
A apresentação acontece em palcos montados ao lado da Igreja Matriz da cidade e, em alguns momentos, ao ar livre. A representação na cidade mineira é conhecida por ser tradicional e sempre emocionar o público. 

Alagoas

Em Alagoas, a encenação acontece nas cidades de Palmeira dos Índios, Santa Luzia do Norte e Craíbas.

A organização do espetáculo, na "Cidade de Maria", em Craíbas, espera receber 20 mil pessoas na próxima sexta-feira (14). Diferente dos anos anteriores, nesta edição, o evento acontece em apresentação única. Em Palmeira dos Índios, acontece nos dias 13, 14 e 15 de abril, intitulada “Jesus Rei dos Judeus, a Nossa Paixão”. São esperadas 10 mil pessoas por dia, na Serra do Goiti, local da encenação. A entrada é um quilo de alimento não perecível, que será revertido como doação para a organização Cáritas do Brasil, com sede em Palmeira dos Índios.  O evento acontece a partir das 19h. Também durante os dias 13, 14 e 15 de abril, às 20h, acontece a encenação da Paixão de Cristo na cidade de Santa Luzia do Norte. Em sua 27ª edição, a apresentação envolve 150 atores. Os ingressos custam R$ 5,00.  
 Cidade de Maria, no município de Craíbas-AL

PERDÃO, MEU PAI!

Resultado de imagem para perdao, meu paiPerdão, meu pai, pelo que devia fazer e não fiz... pelo que devia perdoar e não perdoei, pelo que devia esquecer e não esqueci. Perdão pela cólera injustificada, pelo sorriso mal dado, pelo egoismo, por essa revolta constante que me consome... por essa angústia sem nome, pela falta de fé, de amor, de esperança e compreensão. Perdão, meu Pai, pelos maus atos, más palavras, más ações, e até pelos maus pensamentos. Perdão pela caridade mal feita, pela humilhação que infligi ao próximo, pela impaciência e até pelas dúvidas. Perdão principalmente pela omissão, que é sinônimo de covardia.
A belíssima oração atribuída a São Francisco nos ensina que é perdoando que se é perdoado; então, meu Pai, perdoa-me e ensina-me a perdoar também. Amém.
   
                           
Autor desconhecido