Um "romance histórico sem complexidade na fabulação em que o autor revive uma época, tomando como pretexto os amores de Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo. Os perfis do primeiro imperador brasileiro, da Marquesa de Santos, de dona Leopoldina e do Chalaça desenhados com segurança, evocados com habilidade e trazidos à presença do leitor, vivem o enredo a que o autor não poupa pormenores numa preocupação constante de fidelidade documental. É um romance claro, fluente. A linguagem sóbria, mas elegante, tem realmente grande poder de comunicação e o leitor recebe com agrado a mensagem do autor". Fernando Azevedo comenta: "A novidade que nos trouxe no romance histórico, foi de misturá-lo desse lirismo que, satisfazendo ao fundo sentimental da raça, imprimiu no seu livro "Marquesa de Santos" o caráter de uma obra de acentos populares". O autor de Marquesa de Santos, Paulo de Oliveira Setúbal, nasceu em Tatui-SP em O1/01/1893 e morreu em São Paulo/SP em 04/05/1937. Escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, advogado formado em, 1914, em São Paulo, foi promotor publico, deputado estadual e jornalista. Escreveu também O Príncipe de Nassau (1926 - romance), As Maluquices do Imperador (1927 - episódios históricos), A Bandeira de Fernão Dias (1928, romance) Nos Bastidores da História (1928, episódios históricos), Os Irmãos Leme (1933, episódios históricos), O Ouro de Cuiabá (1933, crônicas históricas), El-Dorado (1934, episódio), O Romance da Prata, O Sonho das Esmeraldas (1935, ambos episódios), Ensaios históricos e Memórias.
Marquesa de Santos foi traduzido em russo, francês, inglês, croata e árabe.
O leitor que podemos chamar alheio aos fatos históricos, brasileiros, não importa o motivo, vai despertar para um fato significativo da realidade nacional, ao ler Marquesa de Santos, por descobrir os pormenores da vida do imperador Dom Pedro I, narrados por Paulo Setúbal, que sem dúvida, despertam a curiosidade de todos devido aos detalhes da história ainda desconhecidos por inúmeras pessoas menos culturalizadas.
"13 de janeiro de 1813. Toda a gente, na cidadezinha de São Paulo, engalanara-se com espavento. Não houve matrona que se não enfeitasse de suas velhas jóias. Não houve moça que não e alindasse de galantezas e tafularias. Tudo isso, tanto primor e garradice, para assistir a um acontecimento alvoroçante, inteiramente inesperado, que viera abalar com ruído, aquela pequenina sociedade de Província: o casamento do Alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, moço fidalgo da Casa Real, com a encantadora Domitila de Castro, última filha do Coronel João de Castro Canto e Melo "Aqui começa a vida amorosa de Domitila, a futura Marquesa de Santos, que, após casada com o Alferes (militar) foi agredida violentamente com uma facada na coxa, pouco tempo depois do matrimônio.e dele se separou para terminar caindo nos braços do imperador Pedro I, o qual, forçado pela pressão da sociedade imperial, preconceito e racismo, abandonou Domitila (marquesa), para se casar com a Princesa Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Leuchtenberg, filha do príncipe Eugênio de Beauharnais, da Áustria.
Se houver possibilidade de tempo voltarei a escrever algo mais alongado sobre a Marquesa de Santos, já o que está aqui é apenas o início da história, o começo da vida de Domitila que por força do destino foi imperatriz do Brasil, mas saiu escorraçada pela violência do preconceito da época. Eu recomendo a todos o livro e mesmo que você, leitor, se não puder adquiri-lo, vou postar aqui os fatos principais da narrativa. Com certeza. Boa leitura.

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