DEMÓSTENES PODE PERDER HOJE O MANDATO. E AMANHÃ, QUEM CAIRÁ?

Demóstenes Torres
Em torno de uma onda de expectativas e interrogações, o Brasil pode testemunhar hoje mais um drama político em rede nacional, que chama a atenção de todos os brasileiros, e tem como principal acusado o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Ele pode  perder o mandato por falta de decoro parlamentar, "ao usar o mandato - como todos sabem, em defesa dos interesses do contraventor, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira". Demóstenes disse que irá ao julgamento  de cabeça erguida, convicto de que será absolvido. "Não há cálculo preciso, mas estima-se que a campanha de demolição de minha honra tenha produzido, até agora (11/O7), 3  milhões de textos dos mais diversos tamanhos e formatos, mas eu resisto e chego à votação de cabeça erguida e a convicção de que a verdade prevalecerá", disse DemóstenesMas mesmo que o senador goiano perca o mandato,como se supõe pelos autos do processo, o escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira ainda não chega ao seu final. Há muita gente enrolada no drama, inclusive políticos de vários partidos entre deputados, prefeitos, empresários e intermediários, os chamados "peixes pequenos". Quem será o próximo a perder o mandato?
Com certeza haverá penas de prisão para Cachoeira e os que estão em seu círculo, que receberam dinheiro sujo para financiar campanhas políticas. O prefeito de Palmas, no Tocantins, Raul Filho, que não consegui convencer a CPMI em seus depoimentos, ao deixar de mencionar ter recebido R$ 1,200 milhão por meio de um assessor para a sua campanha eleitoral,está sendo investigado
intensamente pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) e pode se complicar. Deputados de alguns Estados, inclusive de Alagoas, cujos nomes são mantidos em sigilo, estão na mira das investigações por terem recebido altas granas da corrupção.
De um jeito ou de outro, Cachoeira vai levar com ele muitas pessoas e quando abrir o jogo muitos figurões dos Estados vão ser detonados. Isso é praticamente certo, segundo observadores do Planalto.

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